Flaviano cobra ações mais efetivas para combater crimes nas fronteiras

“A população está vivendo uma verdadeira ditadura do crime. As pessoas saem de casa para trabalhar ou estudar com medo de não voltar. Os agentes penitenciários estão sendo ameaçados e acabam saindo trabalho. As facções paulista e carioca estão oferecendo para os bandidos do estado uma verdadeira faculdade do crime. Esta é uma questão que precisa ser resolvida pelo Governo do Estado e pelo o Governo Federal. Precisamos de medidas emergenciais e bem rápidas.”

A declaração em tom crítico do deputado federal Flaviano Melo (MDB-AC) foi proferida, nesta quarta-feira (13), em Plenário. O parlamentar deu como lido seu discurso em que cobra das autoridades acreanas e do Governo Federal medidas mais efetivas para combater os crimes nas fronteiras do estado, que estão tomando todo o Acre.

Flaviano analisou os dados do Atlas da Violência, do Ministério da Saúde, que apontaram que o número de assassinatos de jovens acreanos entre 15 e 29 anos cresceu 84%. “Fora que 70% das mortes têm ligação com o tráfico e disputa territorial. Estamos perdendo nossos jovens para o crime. É realmente preocupante”, alertou o parlamentar.

A sanção da Lei 13.675/18, que criou o Sistema Único de Segurança Pública também foi citada pelo deputado, porém, ele cobrou medidas imediatas para amenizar a violência no estado. “Sabemos que já há um orçamento de R$13 bilhões para ações de segurança no país, sabemos da abertura de concursos para alocar policiais federais nas fronteiras, mas meu apelo é para que a União e o Governo do Estado mostrem, na prática, de forma efetiva suas ações. Precisam dar celeridade aos programas e investimentos para melhorar as condições de segurança do acreano.”

Entenda – O aumento do rigor das polícias na fronteira Mato Grosso-Paraguai motivaram os comandantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), facções paulista e carioca respectivamente, a procurarem uma rota alternativa para tráfico de drogas e armas. A Amazônia é o alvo e o Acre a “menina dos olhos” por ser formado por floresta fechada e cortada por um labirinto de rios o dificulta a fiscalização. A Bolívia e o Peru – que fazem fronteira com o Acre – são produtores exponenciais de cocaína. Com mestres do crime, o estado está tomado pelas facções.

Da Assessoria

 

 

 

 

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