Flaviano cobra ações mais efetivas para combater crimes nas fronteiras

por Carola Ribeiro em 13 de junho de 2018 às 13:47

“A população está vivendo uma verdadeira ditadura do crime. As pessoas saem de casa para trabalhar ou estudar com medo de não voltar. Os agentes penitenciários estão sendo ameaçados e acabam saindo trabalho. As facções paulista e carioca estão oferecendo para os bandidos do estado uma verdadeira faculdade do crime. Esta é uma questão que precisa ser resolvida pelo Governo do Estado e pelo o Governo Federal. Precisamos de medidas emergenciais e bem rápidas.”

A declaração em tom crítico do deputado federal Flaviano Melo (MDB-AC) foi proferida, nesta quarta-feira (13), em Plenário. O parlamentar deu como lido seu discurso em que cobra das autoridades acreanas e do Governo Federal medidas mais efetivas para combater os crimes nas fronteiras do estado, que estão tomando todo o Acre.

Flaviano analisou os dados do Atlas da Violência, do Ministério da Saúde, que apontaram que o número de assassinatos de jovens acreanos entre 15 e 29 anos cresceu 84%. “Fora que 70% das mortes têm ligação com o tráfico e disputa territorial. Estamos perdendo nossos jovens para o crime. É realmente preocupante”, alertou o parlamentar.

A sanção da Lei 13.675/18, que criou o Sistema Único de Segurança Pública também foi citada pelo deputado, porém, ele cobrou medidas imediatas para amenizar a violência no estado. “Sabemos que já há um orçamento de R$13 bilhões para ações de segurança no país, sabemos da abertura de concursos para alocar policiais federais nas fronteiras, mas meu apelo é para que a União e o Governo do Estado mostrem, na prática, de forma efetiva suas ações. Precisam dar celeridade aos programas e investimentos para melhorar as condições de segurança do acreano.”

Entenda – O aumento do rigor das polícias na fronteira Mato Grosso-Paraguai motivaram os comandantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV), facções paulista e carioca respectivamente, a procurarem uma rota alternativa para tráfico de drogas e armas. A Amazônia é o alvo e o Acre a “menina dos olhos” por ser formado por floresta fechada e cortada por um labirinto de rios o dificulta a fiscalização. A Bolívia e o Peru – que fazem fronteira com o Acre – são produtores exponenciais de cocaína. Com mestres do crime, o estado está tomado pelas facções.

Da Assessoria